terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Trabalho é o Remédio

Por volta de janeiro de 1977 arranjei uma alergia nas mãos e nas pernas. Durante oito anos fiz inúmeras consultas, em diversos hospitais de Brasília-DF, sem conseguir a cura para o mal que me afligia.

Somente em 1985 encontrei uma pessoa que,por conhecer a Doutrina Espírita, orientou-me para que procurasse nos recursos espirituais a minha cura. Esta pessoa morava em Abadiânia-GO. Relutei muito em procurar tais recursos, mas após muita insistência de minha irmã consanguínea, resolvi ira té Abadiânia.

Foi muito difícil para mim, pois era católica praticante. Um dos padres que eu procurei para me aconselhar não concordou com essa ideia de tratar-me no Espiritismo.

Sendo Abadiânia distante de Brasília e como os recursos financeiros eram difíceis para mim, os bons espíritos me encaminharam, através de mensagens e sonhos, para o Centro Espírita Irmã Celina que fica na cidade satélite Ceilândia, no Distrito Federal e lá fui encaminhada para a Triagem.

Por orientação do mentor espiritual, o presidente da Casa Espírita, Sr. Enésio, disse-me que eu deveria participar da Campanha de fraternidade Auta de Souza, para que eu pudesse, por meio da Campanha, exercitar um pouco a humildade, virtude muito praticada neste abençoado trabalho.

Eu, Maria Ricardina, que não gostava de dividir nada com ninguém, passei a trabalhar nas ruas, pedindo em nome de Jesus, para os necessitados e distribuindo luz em forma de mensagens espíritas. Fiquei curada.

Em janeiro de 1992 mudei para Santa Maria-DF, deixei de trabalhar na Campanha e a alergia nas mãos voltou. Fiquei quinze dias de atestado médico. Foi neste intervalo que conheci Dona Helena que também tinha mudado para Santa Maria e me trouxe para o Centro Espírita Guillon Ribeiro.

Voltei a participar da Campanha de Fraternidade Auta de Souza, em setembro de 1993, continuo até hoje neste trabalho bendito e nunca mais a alergia voltou.

“Enquanto não se identifique com o erro e dele se conscientize, assumindo o compromisso de regularização pelo amor, pelo bem, permanecerão os fatores de perturbação ou os degenerativos de difícil superação.

A cura real somente ocorrerá do interior para o exterior, do cerne para a sua forma transitória.

Nesse sentido, a cura tem início quando o paciente se ama e passa a amar o seu próximo. […].

Assim, a cura é um processo profundo de integração da pessoa nos programas superiores da Vida.

Toda cura procede de Deus. Como Deus é amor, eis que o amor é essencial no mecanismo da saúde.” (Joanna de Ângelis, Desperte e seja feliz, p.145-146)